Biometria no INSS: novas regras começam em Novembro 2025. O governo federal confirmou que a biometria no INSS passará a ser obrigatória para novos pedidos de benefícios a partir de 21 de novembro de 2025.
A medida faz parte da estratégia nacional de modernização da identificação do cidadão, com foco em segurança, prevenção de fraudes e redução de erros nos cadastros.
Durante a fase inicial, será aceita a biometria já registrada em três bases oficiais:
- Carteira de Identidade Nacional (CIN)
- Carteira Nacional de Habilitação (CNH)
- Cadastro biométrico do TSE (Título de Eleitor)
A intenção é unificar gradualmente os sistemas e facilitar o cruzamento de informações, tornando o processo previdenciário mais seguro e menos vulnerável a fraudes.
Quem já recebe benefício precisa se preocupar?
Segundo as informações divulgadas pelos órgãos responsáveis, a mudança será 100% gradual, e não há qualquer impacto imediato para quem já recebe aposentadoria, pensão ou auxílio.
Isso significa que:
- Nenhum benefício será cortado, suspenso ou bloqueado por falta de biometria neste momento.
- O beneficiário não precisa realizar nenhuma ação agora.
- Caso seja necessário atualizar dados no futuro, o contato será feito diretamente pelo INSS, de forma individual e com antecedência.
Essa orientação é fundamental para evitar filas, deslocamentos desnecessários, especialmente de pessoas idosas e para impedir que fraudes se aproveitem desse momento de transição, algo comum quando mudanças administrativas ganham grande repercussão.
Além disso, o INSS reforçou que somente solicitará atualizações biométricas quando sua rede já estiver preparada para atender a demanda sem sobrecarga, evitando confusões e garantindo segurança ao segurado.
Cronograma divulgado para a biometria no INSS
A implementação da medida será feita por etapas:
Novembro de 2025
A biometria no INSS passa a ser obrigatória apenas para novos pedidos de benefício. Quem já tem biometria registrada na CIN, CNH ou TSE poderá utilizá-la sem necessidade de refazer o cadastro.
Maio de 2026
As pessoas que não possuem nenhum cadastro biométrico nas bases oficiais precisarão emitir a Carteira de Identidade Nacional (CIN) para conseguir dar sequência ao pedido de benefício. Essa etapa reforça a padronização dos documentos.
Janeiro de 2028
O sistema entra na última fase: a CIN passa a ser o único documento aceito com biometria válida. Esse movimento consolida a base unificada de identificação civil, permitindo mais precisão nas análises e maior proteção contra fraudes.
Esse cronograma foi estabelecido exatamente para evitar interrupções abruptas e garantir que todos tenham tempo hábil para se adequar com a biometria no INSS, respeitando diferentes realidades regionais e sociais.
Exceções previstas na regulamentação
Enquanto o sistema biométrico não estiver totalmente acessível a todos, o governo estabeleceu exceções importantes para proteger grupos vulneráveis:
- Pessoas com mais de 80 anos
- Pessoas com dificuldade de locomoção (comprovada)
- Moradores de regiões de difícil acesso
- Migrantes em situação de refúgio e apátridas
- Brasileiros residentes no exterior
Também haverá dispensa temporária até 30 de abril de 2026 para:
- Salário-maternidade
- Benefício por incapacidade temporária
- Pensão por morte
Essas exceções foram pensadas para assegurar que nenhum segurado seja prejudicado durante o período de adaptação.
Objetivo da medida
A modernização busca:
- Reduzir fraudes no sistema
- Garantir que os benefícios cheguem ao destinatário correto
- Melhorar a segurança digital do cidadão
- Aumentar a precisão dos dados usados na análise de pedidos
- Facilitar o cruzamento entre bases de identificação
Embora a mudança gere dúvidas, a biometria no INSS é apresentada pelo governo como um passo importante rumo a um sistema previdenciário mais seguro, transparente e moderno.
Conclusão
A implantação da biometria no INSS representa uma atualização necessária para fortalecer a segurança dos benefícios previdenciários.
Mas é fundamental destacar que a transição será feita de forma progressiva, sem impacto imediato para quem já recebe aposentadoria, pensão ou auxílio.
Nenhum beneficiário precisa buscar atendimento agora, e não haverá cortes automáticos por ausência de biometria.
Eventuais atualizações serão comunicadas individualmente pelo próprio INSS, evitando deslocamentos desnecessários e prevenindo desinformação.
Nosso papel é acompanhar essas regulamentações com atenção e orientar cada cliente com clareza e responsabilidade. Mudanças previdenciárias exigem informação confiável, nunca pânico.
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